Acreditamos que a gestão ambiental é a base essencial para o controle, monitoramento e mitigação dos impactos econômicos, ambientais e sociais decorrentes de nossas operações. Por meio de uma gestão ambiental estruturada, asseguramos o cumprimento das exigências legais relacionadas aos aspectos socioambientais e possibilitamos o planejamento estratégico para a continuidade dos negócios ou a adaptação a novas oportunidades.
Os impactos socioambientais mais significativos ocorrem principalmente durante a fase de construção. Durante a fase de operação, esses impactos são minimizados e gerenciados por meio de programas ambientais específicos, garantindo a conformidade e a sustentabilidade das operações.
Nossos processos de gestão ambiental são conduzidos por meio dos Programas de Gestão Ambiental (PGA) específicos para cada empreendimento. O objetivo principal dos PGAs é assegurar que as operações contem com procedimentos e mecanismos eficientes para a execução e o monitoramento das ações planejadas nos diversos programas socioambientais, além de garantir a adequada condução do processo nas etapas de construção e operacional.
Adicionalmente, nossa Política de Meio Ambiente estabelece compromissos e princípios que orientam colaboradores e fornecedores na adoção das melhores práticas ambientais, reforçando nosso compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental.
Biodiversidade e Uso do Solo
No Brasil, o setor de transmissão elétrica é amplamente regulamentado e os impactos socioambientais mais relevantes ocorrem durante a fase de construção. Para garantir o menor impacto possível, adotamos medidas rigorosas que visam minimizar e mitigar os efeitos sobre a biodiversidade nas áreas onde operamos, por meio da implementação de programas ambientais de monitoramento e controle, incluindo ações específicas direcionadas à fauna.
A atividade de transmissão de energia, em sua fase de operação, não gera impactos significativos sobre a biodiversidade. As operações de manutenção são realizadas exclusivamente em áreas previamente alteradas na fase de implantação e devidamente licenciadas, restringindo-se ao controle da vegetação regenerante para garantir a proteção e segurança das instalações.
Implementamos ações de conservação como a inspeção periódica de processos erosivos e drenagens para evitar o assoreamento de corpos hídricos, instalação de sinalizadores de aves e barreiras antipouso em locais estratégicos, além da translocação segura de colmeias identificadas em torres e subestações.
Contribuímos ativamente para a proteção e restauração de habitats, contando com áreas protegidas ou restauradas em diferentes estados brasileiros. As áreas restauradas correspondem à recomposição florestal realizada durante a implantação dos empreendimentos, por meio do plantio compensatório de mudas nativas que visam formar ecossistemas similares aos originais.
As áreas protegidas são mantidas por meio da instituição de Serviço Florestal Perpétuo, um mecanismo que assegura a conservação da vegetação nativa independentemente da titularidade da terra. Todas essas áreas são monitoradas periodicamente para garantir sua preservação a longo prazo.
Compensação Florestal
A reposição florestal consiste no plantio de espécies nativas em áreas previamente selecionadas, com o objetivo de compensar os locais impactados pela construção de linhas de transmissão e subestações. Essa prática visa proteger os ecossistemas locais, contribuindo para o controle da erosão, o transporte de sedimentos e a criação de ambientes favoráveis à fauna, por meio da integração com fragmentos florestais remanescentes.
O Projeto de Reposição Florestal é uma condicionante ambiental essencial para o processo de licenciamento, estando alinhado às exigências da legislação vigente.
Florestal Nacional de Sobral
Projeto de reposição florestal na unidade de conservação integral Floresta Nacional de Sobral (FLONA SOBRAL) no Ceará. Plantio de mais de 16 hectares de espécies nativas, que somam mais de 18 mil mudas plantadas.
Parque Nacional de Sete Cidades
Em 2021, foi concluída a implantação do projeto de reposição florestal na unidade de conservação integral Parque Nacional de Sete Cidades, com plantio de mais de 5 hectares de espécies nativas, que somam mais de 4 mil mudas e mais de 10 mil sementes plantadas.
Unimontes
O projeto de reposição florestal em Janaúba (MG) teve sua implantação iniciada em 2021 em área cedida pela Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES equivalente à área necessária de 0,72 hectare.
Gestão de resíduos
Adotamos uma abordagem estruturada e responsável para a gestão de resíduos, priorizando a minimização da geração, o armazenamento seguro, a rastreabilidade e a destinação ambientalmente adequada.
Parte dos resíduos gerados é encaminhada para reciclagem ou reutilização, incluindo processos como incineração para geração de energia térmica. Além disso, materiais inicialmente descartáveis são reaproveitados em outras atividades operacionais, promovendo a economia circular e reduzindo impactos ambientais.
Devido à natureza das nossas operações, a geração de resíduos ocorre principalmente durante a manutenção de equipamentos. Esse processo resulta na produção de óleos usados, materiais contaminados e outros resíduos perigosos, demandando um gerenciamento rigoroso para garantir segurança e conformidade ambiental.
Consolidamos nossos dados ambientais e fundiários em um sistema integrado, o que permite um melhor controle e planejamento das ações voltadas à gestão de resíduos e demais demandas ambientais. Por meio de um sistema de segregação, os resíduos são classificados em recicláveis, não recicláveis, orgânicos e perigosos, garantindo a destinação correta de cada tipologia.
A rastreabilidade é assegurada pelo uso do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), que integra, nos estados, os Manifestos de Transportes de Resíduos, permitindo o monitoramento dos resíduos desde sua geração até a destinação final.
Eficiência Energética
A gestão energética, tema contemplado em nossas políticas e compromissos corporativos, atende às exigências regulatórias e investe na manutenção e operação, para evitar perdas de energia e garantir a eficiência e sustentabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Nossos investimentos relativos à segurança e eficiência operacional têm como foco tecnologias de monitoramento e automação, como o uso de robôs para inspeção de subestações, aliado à adoção de bodycams para suporte remoto. Iniciativas para melhoria da eficiência energética já estão sendo previstas, como o início de um estudo para a migração ao mercado livre de energia e/ou participação em consórcio de geração solar compartilhada.